Dia de óbito da antiga Luana? O dia em que ela disse ``eu te amo’’ com o coração. O dia em que ela percebeu que a sua vida já não dependia só dela, mas de um certo homem. O dia em que ela descobriu que viver seria fácil com ele, que ser feliz seria natural tendo ele ao lado dela. O dia em que ela soube que estava se metendo em uma enrascada sem tamanho, que sabia que não tinha mais volta uma vez que ela se entregasse, e mesmo assim ela se entregou, ela queria sentir isso mesmo que isso significasse passar a vida toda esperando alguém que nunca chegará; afinal, melhor esperar quem ela ama do que não ter ninguém em quem pensar quando fosse se deitar ou quando ouvisse uma música que falasse de amor.
Ela sempre foi romântica, mas tinha medo. Sempre acreditou em alma gêmea, mas fingia que não só porque não tinha encontrado a dela. A antiga Luana não falava o que sentia, as vezes nem sentia o que devia; tomava uma anestesia geral, ficava imune a todo tipo de sentimento fosse ele bom ou ruim.A antiga Luana não era feliz, ela era neutra; vivia cada segundo como se não fosse nada, vivia a vida como se fosse algo banal demais.
Ela morreu. Triste? Talvez. Mas a nova Luana está sentindo, aprendendo, se transformando, chorando, sorrindo, gritando, pulando, brigando. A nova Luana está amando. A nova Luana está vivendo.
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